Prêmio bim.bon Casa Brasil – Categoria Estudante / Ronaldo Amaro e Vanessa Horita {1° Lugar}

Casa Pátio em Mogi das Cruzes

Rua interna

A habitação tem sido um dos principais problemas enfrentados pela arquitetura nos últimos 200 anos, desde as péssimas moradias do início da revolução industrial até a autoconstruções nas submoradias das favelas, esta é uma das mais sérias problemáticas do homem moderno.

Inúmeros arquitetos contribuíram com soluções habitacionais de qualidade e o Concurso Bim Bon, nos possibilita apresentar uma pequena contribuição à causa da moradia, com o amparo do programa de orçamento, que torna possível chegar aos melhores resultados projetuais.

A presente proposta situa-se na cidade de Mogi das Cruzes a pouco mais de 60 km da capital São Paulo, em um bairro onde foram implantados vários projetos de habitação multifamiliar de promoção governamental, e que conta com  infra-estrutura básica já implantada, além de estar muito proxima a via perimetral da cidade, que leva a todas as saídas do municipio.

No referido bairro foi escolhido um lote para a implantação do projeto, de aproximadamente 3500m², que apresenta atualmente uso inadequado a uma área de predominância habitacional. Este lote foi dividido em duas porções a fim de simular a existência de duas quadras dentro da quadra já existente.

O sistema viário interno foi pensado para que haja o mínimo possível de conflito entre o automóvel e o pedestre, dando sempre prioridade para o transeunte, desta forma não foi criado um bolsão árido de estacionamento, como é de costume em empreendimentos de condomínio, portanto cada unidade possui uma vaga reservada na própria  rua interna, para assim tentar utilizar o máximo possível da área do terreno para a implantação de casas e áreas verdes de uso comum.

Em cada uma dessas “quadras” duas fileiras de unidades habitacionais de dois pavimentos, foram esquematizadas de forma a gerar grandes pátios, que possuem a função de prolongar o espaço da casa para o exterior e pode abrigar diversos equipamentos, como um parquinho, ou simples bancos a sombra de uma árvore, na tentativa de aumentar as relações sociais entre moradores e vizinhos do conjunto.

Imagem conjunto

As casas foram projetadas como sendo um único e longo edifício, não utilizando o sistema de casa embrião isolada, que não fornece nenhum tipo de parâmetro para futuras ampliações, mas sim o de um coeso prédio que confere integração maior e contextualidade ao construído. Sendo assim cada unidade possui dois pavimentos e é geminada a outra, formando o sistema de pátios que também será utilizado como circulação entre habitações.

A unidade habitacional básica possuirá 68m² de área construída e poderá ser ampliada e chagar a 78m², não será proposta nenhum tipo de ampliação, mas sim designado o local e o suporte desta, que ficará a critério de cada morador, para suprir futuras necessidades.

A casa de forma geral foi setorizada da seguinte maneira. Áreas de serviço, contemplada com acesso principal, banheiro e lavanderia. Área social, que abrange cozinha, copa e sala de estar. Área intima que possuí dois quartos e finalmente uma área coringa localizada no final da escada que leva ao segundo pavimento que ficará a julgamento do morador a sua ocupação.

Com esta setorização e arranjo de projeto foi possível fazer com que todas as unidades dessas casas pátio fossem acessíveis, à medida que as funções básicas de uma casa poderão ser perfeitamente utilizadas por portadores de necessidades especiais, reforçando o próprio principio do concurso, viabilizar arquitetura de qualidade para todos.

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Ficha técnica:

Arquitetos:Estudantes: Ronaldo Amaro e Vanessa Horita

Ano:2012

Localização:Mogi das Cruzes, SP, Brasil

Tipo de projeto:Residencial

Operação projetual:Projeto

Status:Concurso

Fotógrafo:Cortesia do Autor

Equipe:

Autores: Ronaldo Amaro, Vanessa Horita
Orientador: Professor Elvis Vieira
Universidade: Braz Cubas



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